Thursday, November 24, 2005

Ode a uma natureza morta

Nunca quis fazer desta página algo pessoal
Mas o meu fascínio pelo objecto místico
Deleita-me o espírito num regozijo tal
Que tudo me parece belo
E calmo, sereno
O caos é derrotado pela ordem
E os dedos deslizam, suspiro, qual afrodisíaco
Só quem experimentou alguma vez poderá compreender
Tal comparação de actos
É único este limbo conflituoso
Como tanta coisa
Scarlet, devo-te tanto
E deves-me tanto
É esta reciprocidade que nos mata
É este amor que me consome e ilumina
E ressuscita sempre que abro a tua mala
E te faço cantar
Não preciso de te agradecer
Estás sempre aqui para mim
Estou sempre aqui para ti
Não és minha, nem sou teu
Mas venero-te na mesma
Se nalgum plano astral,
Flutuando algures em marés de realidade,
Ou adormecida nos sonhos de ninguém
Conseguisses apreender o que quero transmitir...
...seja como for
Agradas-me tanto.
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